(...)
Días
como una frente libre, un libro abierto.
No me multiplicaron los espejos
codiciosos que vuelven
cosas los hombres, número las cosas:
ni mando ni ganancia. La santidad tampoco:
el cielo para mí pronto fue un cielo
deshabitado, una hermosura hueca
y adorable. Presencia suficiente,
cambiante: el tiempo y sus epifanías.
No me habló dios entre las nubes:
entre las hojas de la higuera
me habló el cuerpo, los cuerpos de mi cuerpo.
Encarnaciones instantáneas:
tarde lavada por la lluvia,
luz recién salida del agua,
el vaho femenino de las plantas
piel a mi piel pegada: ¡súcubo!
-como si al fin el tiempo coincidiese
consigo mismo y yo con él,
como si el tiempo y sus dos tiempos
fuesen un solo tiempo
que ya no fuese tiempo, un tiempo
donde siempre es ahora y a todas horas siempre,
como si yo y mi doble fuesen uno
y yo no fuese ya.
(...)
Mata-me o mesmo sol que me dá vida ou "tomber amoureux". Voilà le banquet. Foto-anotações: uma por dia não sabe o bem que lhe fazia.
24.8.16
13.8.16
4.7.16
4.6.16
20.5.16
10.5.16
9.5.16
19.4.16
16.3.16
10.2.16
15.1.16
31.12.15
17.12.15
27.10.15
19.10.15
9.10.15
23.9.15
14.9.15
7.9.15
19.8.15
29.7.15
27.6.15
19.5.15
3.5.15
29.4.15
22.4.15
30.3.15
24.3.15
16.3.15
5.2.15
21.1.15
14.1.15
30.12.14
8.12.14
27.11.14
2.11.14
31.10.14
25.10.14
Espírito crédulo // Esprit crédule
Ne plus savoir où commence l'un et finit l'autre.
Já não saber onde começa um e acaba o outro.
Istres, juin 2014
18.10.14
1.10.14
20.9.14
1.9.14
26.8.14
19.8.14
31.7.14
29.7.14
10.7.14
7.7.14
4.7.14
7 anos e um quarto branco
Ao João: corpo inalterável do nosso Amor
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Para os que aqui estão
visíveis ou não
não há um só dia em que não diga o teu nome ou te cite ou te convide a veres
as conquistas, os encantos e as maravilhas do que se passa aqui atrás de ti.
Visitas-nos, não só a mim mas a todos os corpos do nosso amor comum, periodicamente
e vemos-te mais novo, habitar aquele corpo do princípio
apareces mais definido, nesses dias, como um eco que languidamente se desvanece até à calma.
Então fala-se e discute-se mais sobre ti, baixinho ou ao telefone para evitar acordar-te, tu que não gostas que te perturbem a sesta (declarada a meio da tarde porque ao deitares-te pões a almofada sobre os olhos).
sempre o dissemos, desde o início destes 7 anos que nos fizeste melhores e mais atentos.
Mais solitários também, mais sensíveis, mais livres
No entanto, e por isso peço que se digam estas palavras hoje, domesticamos de melhor maneira a dor de sabermos que não chegarás a casa àquela hora para o jantar.
Ou de que no dia dos aniversários não poderás escalar as cadeiras e cantar connosco também eufórico.
Temos um paraíso
Temos uma corte fiel de fauna e flora que exige estima e dá sentido
Temos tempo e sede de tempo
Temo-nos a nós todos reunidos em uníssono, contigo João.
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